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BICHO DA SEDA EM GUARAMIRANGA

BICHO DA SEDA EM GUARAMIRANGA                                   Antônio Eugênio Gadelha Vieira

 

A cidade de Guaramiranga esteve na iminência de ter um título inédito em seu currículo: produtora de seda no Estado do Ceará. Esse fato, pouquíssimas pessoas têm conhecimento. O Sr. Hugo de Matos Brito, proprietário do Sítio Guaramiranga, nos conta como aconteceu o empreendimento que só não floresceu devidas circunstâncias do mero acaso, imprevisibilidades que surgem, por vezes, nas atividades da economia de mercado. Major Hugo nos relata no texto "JÁ FUI BOM (também) NISSO”, como era o processo de produção da seda e o porquê não deu certo.  

Assim tem sido a Guaramiranga do café, da borracha, da quase cidade da seda cearense, das flores e de muitas outras atividades empreendidas por seu povo.

Nota: no final da seção disponibilizamos um vídeo sobre a fabricação da seda na China. Basta clicar no link.

 

 

JÁ FUI BOM (também) NISSO.    Autor: Hugo Varela de Matos Brito

 

Quando eu era criança, uns Russos compraram o Sítio Talismã em Guaramiranga, para criar Bicho da seda. Meu Avô (Cel. Chichio) mandou plantar em cada Sítio seu, um pequeno roçado de amoreira, que é o alimento das lagartas. Quando os Russos iniciaram já tínhamos bastante amoreira. Eles queriam que muitas pessoas plantassem, pois seriam os únicos compradores. Deram-nos os ovos das lagartas que já eclodiam no meio das folhas espalhadas sobre grandes bancadas de tábuas. Tinha que estar constantemente abastecendo, pois a voracidades era impressionante. Quando as lagartas completavam o ciclo, paravam de comer e começavam a migrar. Então suspendíamos a alimentação e colocávamos galhos secos sobre a mesa. As lagartas iam subindo e se enclausurando dentro de uns novelos um pouco maior que ovo de codorna. Dentro ficavam as crisálidas, que depois de certo tempo se transformavam em borboletas que rompiam aquele casulo, rompendo o fio de seda, que ficava inutilizado. Cada casulo é um fio só.

Quando era para guardar, se botava em uma peneira grande e deixava certo tempo no vapor de uma panela de água fervendo, para matar a crisálida.

Para tirar a seda, colocávamos 4 ou 5 casulos em uma pequena tigela com água quente; tirávamos a parte externa do casulo, formada por fios desalinhados, onde vinha preso o "fio da meada"´, que era enrolado em um carretel de linha, encostado no volante da máquina de costura, ia desenrolando até o fim. Era uma farra para a meninada.

Os Russos acabaram falindo, pois antes de se firmarem, no fim da Segunda Guerra Mundial, surgiram os fios sintéticos (nylon) que eram novidades, e liquidaram com a seda natural.

Assim é a vida.

 

Hugo


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Categoria: Meus artigos | Adicionado por : Eugenio (18 Jun 2013) | Autor: Antonio Eugenio Gadelha Vieira E
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